INSANIDADES

A brecha pela qual permito que escapem e se mesclem: pensamentos avulsos, sentimentos perdidos, desejos abstratos e sonhos ingênuos...

Queria alguém aqui. Um amigo. Uma amiga. Uma parceira. Um parceiro. Alguém que me quisesse também, de alguma forma.

(Fonte: unicorngrrrl)

"Doce face impactante" De mim

Eu te vi de novo 
Não pessoalmente
Como foi da última vez
O que vi foi tua foto

Não era uma dessas
Das que eu tenho guardadas
(Oh, sim, eu as tenho)
Foi uma foto nova
Ao menos é nova para mim
Que não sei mais quase nada de ti

Senti saudade
De um jeito diferente
Talvez porque você tenha mudado
Fisicamente

Confesso, está mais bonito
Muito lindo
Ou, melhor dizendo, aprimorado

E agora que te vi
Vêm à tona aquelas dúvidas
As mesmas de sempre
Cujas respostas, quiçá, nunca terei

Mas vêm também certezas
A de que poderíamos ter sido melhores
Um para/com o outro
E a de que reconhecer isso
Não muda nada
Entre nós dois

A saudade quase sempre vem com a dor
Mas logo eu me conforto
Você foi um momento proveitoso e oportuno
Ter te conhecido foi bom
Ter me relacionado contigo foi melhor
Termos nos afastado… Fez parte

Nesta noite
Eu vou me revirar na cama
Por horas…

Vou virar para o lado
Vou te procurar
Para sentir você
Imaginário

Vou sonambular pela cozinha
Procurar nossas porcarias
E me empanturrar

Depois eu vou parar
De me fazer de romântica
De escrever besteira
De querer ter a mesma sorte que você
Ou que ela





Parei.

Desenvolvimento

Desenvolvimento

(Fonte: esplanando, via ovariosviolentos)

Estou louca para assistir esse filme. Alguém já assistiu?

(Fonte: coolest-humans, via coolest-humans)

Pernas, minhas.

"União Anarquista" de Geraldo Eustáquio de Souza

Eu prometo não te prometer nada /
Nem te amar para sempre /
Nem não te trair nunca /
Nem não te deixar jamais /

Estou aqui, te sinto agora /
Sem máscaras nem artifícios /
E enquanto for bom para os dois /
Que o outro fique /

Nada a te oferecer exceto eu mesmo /
Nada a te pedir exceto que sejas quem tu és /
A verdade é o que temos de melhor /
Para compartilhar um com o outro /

Tuas coisas continuam tuas /
E as minhas, minhas /
Não nos mudaremos na loucura de tornar eterno /
Esse breve instante que passa /

Se crescermos juntos, /
Ainda que em direções opostas, /
Saberemos nos amar como somos /
E não teremos medo ou vergonha um do outro /

Não te prendo e não permito que me prendas /
Nenhuma corrente pode deter o curso da vida /
Quero que sejas livre como eu próprio quero ser /

Companheiros de uma viagem /
Que está começando /
Cada vez que nos encontramos novamente /


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De mulheres livres para Emicida

Ouvi teu poema com som de canção /
Mas esta melodia não alivia meu coração / 
Não adianta dizer que disse outrora / 
Se o que me maltrata é o que cantas agora / 

Eu, assim como todas as mulheres, como você diz /
Mereço respeito, merecemos uma vida feliz /
Por que cantastes então censurando nossa liberdade /
Vestindo de macho recalcado seu personagem? /

Por que cantas que merecemos apanhar? Me diz? /
Por que cantas que merecemos ser envenenadas?  /
Por que cantas que a mulher livre merece ser depreciada? /
Por que cantas se não acredita nesta moral infeliz? /

Não me venha com poeminha cheio de demagogia /
Discurso bonito? /
Qualquer um pode fazer sobre a laje fria /
O homem que nos romanceia, é o mesmo que nos mata /
Queremos respeito, não sua rima dissimulada /

Disseste que tens o direito de cantar sobre o quiser… Cantes! /
Grite ao mundo todo teu direito de oprimir! /
Deslize em suas melodias a opressão contra a mulher /
Só não tente com hipocrisia do que cantas se redimir /

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Um carinho às vezes cai bem…

(Fonte: jujuseed, via wonderwomanzombies)

"Versos Íntimos" de Augusto dos Anjos

“Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!”  

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